Sri Lanka – Fotos

January 30, 2008 by psousa2004

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A vista do meu quarto, dentro do complexo desportivo

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Praia de Seenigama a 3 minutos de casa! Nunca esta ninguem na praia

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De manhazinha, quando venho fazer desporto na praia

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Dancas tipicas Kandynianas (de Kandy, antiga capital real)

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 Praia de pescadores

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 Pesca em cima de andas! (stilt fishing).

Ja nao e tao comum excepto quando chega uma camioneta cheia de alemaes!!

 

 

Sri Lanka

January 30, 2008 by psousa2004

Ola a todos,

Aqui vao mais noticias do Sri Lanka.
De terca a sabado, que sao aqui os dias da semana de trabalho, tenho uma vida mais ao menos rotineira. Levantou-me as 7h e faco um pouco de exercicio, na praia que esta a uns 3 minutos de bicicleta ou no centro desportivo onde vivo. Onde vivo ha uma piscina enorme e um campo de cricket.
Vou para qualquer lado de bicicleta. Aqui e quase obrigatorio. Basta 5 minutos a andar durante o dia para estar completamento encharcado em suor.
Fico na sede o dia todo ate as 5h da tarde e a hora do almoco vou buscar um deste almocos empacotados vendidos em qualquer esquina, embrulhados em plastico e papel de jornal. As opcoes sao fish and curry or fish and curry!! (consiste em arroz  com caril de peixe … so alguns pedacitos)  Estes tipos sao tao variados como os nepalaeses!!!! Como nao consigo variar no menu, vou experimentando as varias barraquinhas da vila, testando o dotes culinarios das varias cozinheiras!!
As 5h da tarde pego na bicicleta e vou para Hikkaduwa, que esta a 10 minutos, onde esta a minha professora de sinhales a minha espera, para a licao quotidiana. Sim, pus-me a aprender sinhales, cujo cada character e um desenho de criancas. Curiosamente o sinhales e um descendente do sanskrito do Norte da India, mas com uma alphabeto paraceido com os do Sul da India.
Ja aprendi todos os caracteres principais e ando a ler um livro da primeira classe!!!!
Mas esta aula, e muito mais que a aprendizagem da lingua. E o melhor momento que tenho para inserir-me no mundo sri lankes e aprender os costumes locais, aprender como cozinhar alguns vegetais locais, perceber as preocupacoes do dia a dia desta gente. Alem da professora, assistem a aula os seus 2 filhos, que tambem gostam de intervir para darem um exemplo utilizando uma palavra ou outra. O marido, esse, vem no inicio, como para oficializar o inicio da aula e aparece sempre que e necessario explicar uma palavra mais dificil. Nao terminamos a aula antes de tomarmos um cha com uns biscoitos e com alguma sorte tenho “melaco da plameira” (jaggery) em vez de acucar para ir misturando com o cha.
Temos andado a fazer uma lista com as palavras portuguesas utilzadas no vocabulario sinhales, como: armario, mesa, banco, etc. Parece que quando ca chegamos, os tipos nao tinham onde sentar-se, comer e guardar a roupa!!!!
Depois ja de noite, faco algumas compras no mercado e volto para casa, para preparar o jantar.
Durante o fim de semana, ja fui fazer surf e tenho passeado ao longo da costa. No passado fim de semana fui a Colombo tratar dos vistos e acabei por conhecer umas pessoas que me falaram da existencia de algumas familias que ainda falam um Portugues creolo, em algumas zonas que foram menos invadidas pelos holandeses. Alem disso o portugues era tambem falado por alguns europeus que a utilizavam-no como lingua franca mesmo apos a saida dos portugueses da ilha. Estou a seguir as pistas e depois contarvos-ei se encontro ou nao alguem!
Abraco,
Pedro

Fotografias Kerala

January 14, 2008 by psousa2004

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Igreja da Misericordia na ilha de Vypeen em frente a ilha de Cochim, construida no tempo dos portugueses

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Redes chinesas na ilha de Cochim.

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 Visita dos Backwaters perto de Kollam

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 Praia de Samudra, perto de Kovallam

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 Templo e Palacio dos Reis de Travancore, em Trivandrum

 

Sri Lanka

January 14, 2008 by psousa2004

Ola a todos,
Antes de mais, Bom Ano de 2008!
Tenho andado um pouco desaparecido do meu blog, mas com o periodo de festas , visitas e nova mudanca de pais tenho andado algo ocupado.
Ja estou no Sri Lanka desde 4 de Janeiro de 2008, na ultima etapa da minha viagem. Mas na semana entre o Natal e Ano Novo estive de visita ao Kerala com uma amiga.
Ao inicio estava um pouco decepcionado com as massas de gente que invadem esta terra e que tornam estes lugares, demasiado impessoais prontos a receber o turismo de massa. Mas passados dois dias, fomos conhecendo pequenos lugares apenas alguns kilometros fora destes grandes centros e optando por lugares mais tranquilos e com bem mais interesse para visitar. Assim, algumas das coisas que mais gostei foram: Ilha de Cochin onde se pode ever o tumulo temporario do nosso Vasco da Gama (practicamento so se pode ler “Gama”) antes do seu corpo regressar a Lisboa, uma das sinagogas mais antigas da India com o seu respectivo bairro de mercadores, nao longe do bairro muculmano onde em ambos se comprava e vendia a pimenta e outras especiarias. 
A visita dos backwaters a partir de Kollam, foi encantadora, atraves de canais onde pouco mais cabia que a nossa canoa. Suave e silenciosamente avancavamos, passando pelas casas, piscinas onde se practica a cultura do camarao, coqueiros, plantas de ananas (alguns de cor vermelha), Pimenta, etc. A visita culminou na entrada de um lago enorme, chamando Ashtmudi, ja com o sol a esconder-se no horizonte. Magnifico!
Quanto as praias tropicais com coqueiros, e apenas necessario afastar-se uns kilometros de Varkala ou de Kovallam, onde somos so nos, alguns pescadores a puxar redes, coqueiros e coqueiros e um restaurante com marisco e peixe fresco.

Mas agora ja estou no Sri Lanka, em que tudo e bem mais calmo e menos populado que a India. Estou no Sul do Sri Lanka, numa vila chamada Seenigama, a uns 25km de Galle (cidade fortificada pelos portugueses e cujo simbolo da cidade e o galo, e cujo nome tem a origem portuguesa). O meu nome aqui faz sucesso, e o guarda nocturno no complexo onde vivo, tem o mesmo nome que eu! Os miudos riem-se quando lhes digo o meu nome, respondendo “Nao pode ser, tu nao es daqui!”. Depois explico-lhes que o meu nome e portugues e que e Portuguesa a origem dos nomes “da Silva, Sousa, Pereira, etc”, mas depois de 5 minutos de argumentacao, termino por aceitar que o meu nome e Sinhales (do Sri Lanka). E menos confuso para todos!!! E a confusao que fica e o que fara um nome sinhales num tipo branco que vive a alguns milhares de kilometros. Enfim, coisas de criancas!!!
Em Seenigama trabalho com uma ONG local que esta aqui ainda antes do Tsunami e que tem projectos desde a construcao de casas, criacao de novas actividades e postos de trabalho, projectos na area da educacao e saude. Eu estou a ajuda-los ne criacao de uma escola de mergulho, na criacao de arquivos dos pacientes na clinica da ONG e no estudo de novos projectos como construcao de unidades de bio gas familiares.
Vivo numa casa com outros voluntarios num centro desportivo que pertence a ONG, a uns 300 metros da costa, cuja agua e verdinha a contrastar com o ceu azul, Mas, embora nao estejamos em epoca de moncao, tem chovido todos os dias!

Abraco,
Pedro

Fotografias de Hampi e Badami

December 25, 2007 by psousa2004

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Hampi, Templo de Virupashka

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Hampi ao por do sol

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Casamento em Hampi durante a noite. Frenetico!

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Badami, Grutas

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Badami, Lago

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 Badami, Lago

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Badami, Vila visto do topo da colina

 

Hampi e Badami

December 25, 2007 by psousa2004

Ola a todos,
Cheguei a uns dias de uma pequena incursao no interior do sul da India, aos estados de Karnataka e Andra Pradesh.
O primeiro sitio que visitei foi Hampi, hoje uma pequena povoacao situada na localizacao da antiga cidade de Vijayanagar, antiga capital do Imperio dos Reis Hindus de Viajayanagar no seculo 14,15 e 16. O tempo de ouro deste Imperio foi contemporaneo ao tempo de ouro das Indias Portuguesas e alguns dos relatos sobre este Reino foi feito por alguns Portugueses como Domingo Paes.
A cidade e dividida entre a parte sagrada, semeada de templos, hoje lugar de peregrinacoes e a parte real, onde viviam os Reis, Rainhas e a sua corte.
Os templos Hindus sao diferentes dos que tenho visto ate agora, com portas enormes chamadas Gopuras, que sao autenticaticas piramides a entrada do recinto do templo.
Durante todo o dia ha pessoas que oram aos seus Deuses atraves dos sempre intermediarios senhores brahmanes do templo. A noite, a pessoas sentam-se no patio que antecede o templo e fazem as suas refeicoes, ali mesmo cozinhadas. E depois deitam-se todos, uns ao lados dos outros e adormecem.
Na parte real, visitam-se o que resta do Palacio dos Reis, mas tambem Palacios das varias Rainhas, banhos das Rainhas, tanques-piscinas, e estabulos para os elefantes reais.
Alem de tudo isto, Hampi fica localizado junto a um rio e a paisagem circundante sao colinas e colinas de pedragulhos que sao optimos lugares para se ver o por do sol.  Por esta banda aparecem aqui alguns hippies que ja se cansaram das populadas praias de Goa.
Depois, fui ainda mais para o interior, para visitar o trabalho de uma ONG chamada Fundacao Vicente Ferrer, onde estive 2 dias a conhecer os varios projectos que tem.
De volta a Goa, passei por Badami, antiga capital do Imperio dos Chalukyas durante os seculos 4,5 e 6. Aqui existem templos Hindus, Hindus! (ainda sem nenhuma influencia muculmana), mas sobretudo grutas-templos dedicadas a Vixnu, Shiva e ao Jainismo. A aldeia de Badami assemalha-se a um bairro muculmano (embora a populacao seja metade hindu metade muculmana) algures nas bandas de marrocos (pura imaginacao minha pois ainda nao conheco), pois as casas sao todas de res-do-chao, caiadinhas de branco y cujos tectos sao utilizados para secar tudo e mais alguma coisa. Absolutamente fantastico! E o melhor e o lago no centro de tudo isto com alguns templos na margem e muitas mulheres que ja la andam a mais de um milenio a lavar a roupa.
A outra coisa fantastica de Badami, e que aqui estamos na India, ou seja, cheira a India. Os porcos andam na rua, na porcaria ao lado dos caes, das galinhas e das pessoas, o Bazaar alegra a vila ao final do dia, onde parece que so existem homens. Aqui (ao contrario de Hampi) nao existem tabuletas que indiquem que se faz pasta ou pizza italiana. Aqui e India.
Agora estou em Goa onde passei uma agradavel consoada na presenca de amigos Portugueses. Pois e, foi o meu primeira Natal nos tropicos, com direito a banho de praia no proprio dia, e todo o calor que aconchega,  mas sem deixar de comer um bom chourico Portugues. Com os meus amigos visitamos Panjim pela meia noite e deparamo-nos com o dia/noite mais movimentada do ano, onde todos se vestem a rigor para ir a missa, que sao celebradas ao lado das capelas ao ar livre, tal e a multidao e o calor!

Abraco,
Pedro

Ainda fotografias de Goa

December 6, 2007 by psousa2004

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Visita a Nevelim ao Rui Furtado

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Igreja de Panjim – Imaculada Conceicao

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Praia onde passo alguns finais de tarde. Alem de mim, pode aparacer o Sr. Pereira para concertar o seu barquito

 

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O Bendito Pao com chourico goes, barraquinha imprescendivel para o sucesso de qualquer arraial

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 Praia de Vagator , vista do  Forte de Chapora

 

Ainda Goa …

December 6, 2007 by psousa2004

Ola a todos,
Ja passou a Novena e as festas de S. Francisco Xavier, o santo mais querido desta terra. Durante estes 10 dias, que culminaram no dia 3 de Dezembro, foram muitas as pessoas de toda a India que vieram visitar o corpo bem preservado do Santo, que se encontra na Basilica do Bom Jesus em Velha Goa. Nesta altura as missas repetem-se uma apos a outra. Ja parece os relatos dos vice-reis que mandavam celebrar 30 missas (20 cantadas e 10 rezadas) num dia por fulano X ou Y. Depois da missa, os peregrinos enchem as barraquinhas na zona de Vellha Goa, nunca tao cheia como nesta epoca. As barraquinhas vendem figuras do Santo, mas tambem da Nossa Senhora de Fatima, roupas e calcado, comes e bebes. Eu fico-me sempre pela barraquinha do pao com chourico. 
No dia 2 de Dezembro foi a missa em Portugues, pelo vistos a primeira nestas festas pos 1961 e ate justificou a presenca do Consulo.
Tenho passado os dias entre leituras prolongadas, conversas de cafe, uma ou outra visita a Goeses e tenho tambem tido visitas de Lisboa. Parecem cada vez mais os portugueses que visitam a India e Goa.
Estive tambem no outro dia perto de Margao (sul) a visitar o Rui Furtado que esta a passar uns dias na sua terra de infancia e juventude. Eu que estou habituado a falar sempre em portugues com ele, achei engracado ve-lo a falar uma mistura de konkani, ingles e portugues.
Algumas vezes termino o dia na praia com o por do sol a dar um merguho ou a ler um livro.
Tenho tambem visitado algumas casas Indo-Portuguesas que sao de uma arquitectura unica, com uma mistura de estilos hindus e portugueses, mas sobretudo com imenso bom gosto Goes. Sao palacios (alguns com estruturas do sec 17) com salas gigantescas na parte da frente da casa,  saloes de baile ou de jantar que abrem sobre o jardim com portas-janelas em arcos ogivais. Na parte de tras encontra-se normalmente a parte privada muitas vezes separadas por um patio interior. Algumas janelas sao ainda feitas com o encaixe de madre-perola em vez da utilizacao do vidro. No interior das casas, alem dos retratos de familia, ha pecas unicas de mobiliario desde contadores  a baus com madeira de ebano, madre-perola ou marfim embutido.Ha colecoes de porcelana da companhia das indias, pecas de marfins, pinturas em madeira e candeeiros de lustre bem pesaditos.

Abraco,
Pedro

Fotografias de Goa

November 19, 2007 by psousa2004

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Mercado de Margao – Especiarias

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Mercado do Peixe de Panjim

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Velha Goa vista da Capela de Nossa Senhora o Monte

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 Praia de Miramar, Panjim ao final do dia

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Domingo na Igreaja de Nossa Senhora de Todo o Bem em Verem

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 Igreja de Nossa Senhora do Rosario, Panjim – Mistura de estilo Manuelino e Romanico

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Praia de Vagatore, no Norte de Goa

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Passagem de ferry ao final do dia para voltar a Panjim

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Terra de Cristaos e Hindus

Goa

November 18, 2007 by psousa2004

Ola a todos,
Ancorei em Goa, ja la vao 2 semanas, mas parece que aqui o tempo nao passa ou talvez passe devagarinho. Melhor ainda, sou eu que maravilhado por esta terra, nao tenho visto o tempo passar. Estou em Panjim, instalado no quarto numero 3 da residencia Vaz, no bairro de Sao Tome, junto ao bairro das Fontainhas. E um quartozinho com uma pequena varanda, numa pequena ruela que esta en Panjim como podia estar no nosso Alentejo ou no nosso Algarve. Almoco e janto em tres ou quatro restaurantes aqui no bairro ou no Clube Vasco da Gama, hoje apenas uma memoria dos anos 40s e 50s onde alguns Portugueses passavam o final do dia com um copo de whisky na mao e o baralho de cartas no outro. Um dos meus restaurantes favoritos e o Viva Panjim, onde nao termino a minha refeicao sem a minha bebinca, que aqui tem 30 camadas!!
Ja conheco meia Goa e conheco tambem quase todos os portugueses que aqui vivem, que nao sao mais que quinze. Alias, conheco alguns deles desde o primeiro dia em que cheguei a Panjim. Todos os dias nos vemos ou cruzamos, e almocamos ou jantamos juntos.
O Senhor Vaz, que fala portugues e e dono da residencia onde estou , ja sabe que chego sempre tarde e por isso sou eu que fecho a porta da residencia. 
Tenho uma mota alugada e de Panjim vou para todo o lado, mas retorno todos os dias para jantar e dormir a Panjim. Panjim tem tudo, os melhores restaurantes , uma vida de cidade “mediterranea”, um bom mercado de peixe, bibliotecas, e pessoas simpaticas.
Ja estive na costa do Bardez a norte de Panjim onde vale a pena visitar as praias de Anjuna e Vagatore , mas evitar outras como Calengute e Baga. Estive nas varias ilhas junto de Panjim, como a ilha do Chorao, ilha de Divar e ilha de S.Estevao. Para ai chegar apanha-se os ferries que estao sempre a carregar e descarregar pessoas e transportes em substituicao das pontes que nao aparecem. Ja estive tambem no interior profundo onde as igrejas branquinhas dao lugar a templos hindus e algumas mesquitas. E o mundo das “Novas conquistas” no contexto da ocupacao Portuguesa.
Mas ainda tenho muito para visitar no Sul de Goa …
Em Panjim e sobretudo onde estou, nas Fontainhas, muitos falam Portugues. Sao onde vivem as familias que eram proximas da Administracao Portuguesa e cujo bairro e literalmente igual a qualquer outro bairro das nossas bandas … mais tradicionais.
Penso que nao podia estar em melhor sitio, mas Goa e muito mais do que isto. E a Goa dos Catolicos mas tambem dos Hindus. E a Goa dos que eram pro-Portugal mas tambem dos que eram pro-India. E a Goa dos Goeses, mas cada vez mais dos Indianos.
Quanto a comida e como podeis imaginar estou no paraiso. Entre o caril de peixe, um Ambot-tik, um peixe recheado, um xacuti de cabrito ou um chourico Goes, e uma tortura cada vez que me sento a mesa, e tenho que escolher um e deixar o outro para amanha. Quanto, a bebinca, nao termino uma refeicao sem ela!
Passo tambem uma parte do tempo a ler livros sobre Goa e a presenca Portuguesa, que requesito tanto no Instituto Camoes como na Fundacao Oriente.
E assim vou ficando …
Abraco,
Pedro